Bula "Maria Mater Dolorosa" a qual concede à Igreja de Nossa Senhora das Dores o título de Basílica Menor
PIUS EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
AD PERPETUA REI MEMORIAM
A Igreja, esposa imaculada do Cordeiro, resplandece ao longo dos séculos não apenas pela santidade de seus filhos, mas também pelo esplendor de seus templos, nos quais a fé cristã encontra expressão, refúgio e alimento. Entre esses lugares veneráveis, brilha com particular fulgor a Igreja dedicada à Bem-aventurada Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora das Dores, em Roma, onde a memória da Paixão do Senhor e a compaixão da Mãe Dolorosa se unem como testemunho perene da Redenção.
Este augusto templo, erguido para glória de Deus e honra da sempre Virgem Maria, ao longo de sua história tornou-se centro fecundo de espiritualidade, de formação e de apostolado. Sob seus tetos sagrados, eminentes sacerdotes e piedosos religiosos exerceram ministério fecundo, deixando memória de santidade e doutrina, como colunas firmes da fé e da disciplina eclesiástica. Não faltaram também, através dos anos, bispos e pastores ilustres, que aqui celebraram os mistérios divinos, aqui pregaram com ardor evangélico, e daqui irradiaram luz para o povo de Deus.
Memória indelével permanece também do Congresso Eucarístico celebrado em sua nave solene, onde multidões de fiéis, inflamadas de amor ao Santíssimo Sacramento, uniram suas vozes em uníssono louvor à Majestade divina, testemunhando a perene vitalidade da Igreja e sua fé inabalável na presença real do Senhor.
Ao longo dos séculos, este venerável templo foi, e continua sendo, farol de devoção popular, ao qual acorrem inumeráveis peregrinos, vindos das mais diversas regiões, para depositar aos pés da Virgem Dolorosa suas lágrimas, esperanças e súplicas. A fé simples e grandiosa do povo cristão encheu esta igreja de vida, transformando-a em santuário de misericórdia e consolação, onde o sofrimento humano encontra eco no Coração compassivo da Mãe que esteve junto à Cruz.
Considerando, pois, o valor histórico e espiritual desta Igreja, seu fecundo ministério pastoral e a abundância de frutos espirituais aqui colhidos, e desejando perpetuar sua íntima união com a Sé Apostólica, pela plenitude de Nossa Autoridade Apostólica, ERIGIMOS E DECLARAMOS a supradita Igreja sob o título e dignidade de BASÍLICA MENOR, com todos os privilégios, insígnias e honras que lhe são próprios, conforme as normas do sagrado Direito e das legítimas prescrições da Igreja.
Ordenamos que neste templo resplandeça perpetuamente o sinal das chaves cruzadas de Pedro, e que se concedam as indulgências plenárias aos fiéis que aí, piedosamente e cumprindo as devidas condições, se aproximarem da Mesa Eucarística nas ocasiões determinadas, fortalecendo sua união com o Sucessor do Apóstolo e com toda a Igreja universal.
Que esta Nossa Carta, de força solene e duradoura, seja firmemente observada, permanecendo eficaz e irrevogável, não obstante quaisquer disposições em contrário.
Dado em Roma, junto de São Pedro, aos quinze dias do mês de setembro, festa das 7 dores de Maria Santíssima, no Ano Jubilar de 2025, o primeiro do Nosso Pontificado.
✠ Pius Pp. II
Pontifex Maximus
