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Livreto Celebrativo | Abertura da Porta Santa

 


RITO DE ABERTURA

DA PORTA SANTA

No dia escolhido, à hora marcada, os fiéis se reúnem em uma igreja próxima ou em outro local apropriado. Fora da igreja jubilar para onde se dirigirá. Se a concentração for planejada para depois do pôr do sol, podem-se usar tochas ou lâmpadas acesas.  

Os ministros usam vestes brancas. O Bispo usa o pluvial, que será retirado depois da procissão.  

Quando o Bispo e os ministros chegam aos lugares que lhes foram preparados, pode-se cantar o Hino do Jubileu ou outro hino apropriado.

Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.
Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.

Depois saúda o povo reunido:
Pres.:
O Deus da esperança,   que, no Verbo feito carne, nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo,  esteja convosco.

O Bispo convida a bendizer e a louvar a Deus:
Pres.: A nossa alma espera o Senhor: Ele é o nosso amparo e proteção.
℟.: Bendito seja o Senhor, nossa esperança.

Pres.: Nele se alegra o nosso coração; em seu nome santo pomos a nossa confiança.
Ass: Bendito seja o Senhor, nossa esperança.

Pres.: Venha sobre nós a vossa bondade, porque em vós esperamos, Senhor.
Ass: Bendito seja o Senhor, nossa esperança.

Em seguida o Bispo dirige-se ao povo com estas palavras:
Pres.: Irmãos e irmãs, o Mistério da Encarnação de nosso Salvador Jesus Cristo, conservado na comunhão de amor da Sagrada Família de Nazaré, é para nós fonte de profunda alegria e de firme esperança. Em comunhão com a Igreja universal, ao celebrarmos o amor do Pai manifesto na carne do Verbo feito homem e no sinal da cruz, âncora da salvação, abrimos solenemente o Ano Jubilar para a nossa Igreja de... Este rito é para nós o prelúdio de uma rica experiência de graça e de misericórdia, sempre prontos a responder a todos que nos perguntam sobre a esperança que há em nós, especialmente neste tempo de guerra e turbulência. Que Cristo, nossa paz e nossa esperança, seja nosso companheiro de viagem neste ano de graça e de consolação. O Espírito Santo, que hoje, em nós e conosco, inicia esta obra, a complete até o dia de Cristo Jesus.

No final da exortação e após um instante de silêncio, o Bispo pronuncia a seguinte oração:
Pres.: Ó Pai, esperança que não decepciona, princípio e fim de todas as coisas, abençoai o início da nossa peregrinação atrás da cruz gloriosa do vosso Filho neste tempo de graça; curai as feridas dos corações dilacerados, soltai as correntes que nos mantêm escravos do pecado e prisioneiros do ódio e concedei ao vosso povo a alegria do Espírito, para que caminhe com renovada esperança em direção à meta desejada, Cristo, vosso Filho e nosso Senhor. Ele, que vive e reina pelos séculos dos séculos.
O povo responde:
Asa: Amém.

EVANGELHO

Segue-se a proclamação do Evangelho pelo diácono:

Jo 14,1-7

Tende fé em Deus e tende fé também em mim; eu sou o caminho, a verdade e a vida.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o caminho". Tomé disse a Jesus: "Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?" Jesus respondeu: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes".
Palavra da Salvação.

Depois da proclamação do Evangelho, faz-se um breve silêncio. Em seguida, um leitor recita alguns parágrafos da Bula de Proclamação do Jubileu Ordinário, escolhidos dentre os seguintes:

Da Bula de Proclamação do Jubileu Ordinário
Spes 
non confundit (1; 2; 5; 20; 30)

1. «Spes non confundit – a esperança não engana» (Rm 5, 5). Sob o sinal da esperança, o apóstolo Paulo infunde coragem à comunidade cristã de Roma. A esperança é também a mensagem central do próximo Jubileu, que, segundo uma antiga tradição, o Papa proclama de vinte e cinco em vinte e cinco anos. Penso em todos os peregrinos de esperança, que chegarão a Roma para viver o Ano Santo e em quantos, não podendo vir à Cidade dos apóstolos Pedro e Paulo, vão celebrá-lo nas Igrejas particulares. Possa ser, para todos, um momento de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, «porta» de salvação (cf. Jo 10, 7.9); com Ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a «nossa esperança» (1 Tm 1, 1).

Todos esperam. No coração de cada pessoa, encerra-se a esperança como desejo e expetativa do bem, apesar de não saber o que trará consigo o amanhã. Porém, esta imprevisibilidade do futuro faz surgir sentimentos por vezes contrapostos: desde a confiança ao medo, da serenidade ao desânimo, da certeza à dúvida. Muitas vezes encontramos pessoas desanimadas que olham, com ceticismo e pessimismo, para o futuro como se nada lhes pudesse proporcionar felicidade. Que o Jubileu seja, para todos, ocasião de reanimar a esperança! A Palavra de Deus ajuda-nos a encontrar as razões para isso. Deixemo-nos guiar pelo que o apóstolo Paulo escreve precisamente aos cristãos de Roma.

2. «Uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo. Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus (…). Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5, 1-2.5). São Paulo oferece-nos aqui vários pontos de reflexão. Sabemos que a Carta aos Romanos assinala uma passagem decisiva na sua atividade evangelizadora. Até então, desenvolveu-a na zona oriental do Império; agora espera-o Roma com tudo o que esta representa aos olhos do mundo: um grande desafio, que há de enfrentar em nome do anúncio do Evangelho, que não conhece barreiras nem fronteiras. A Igreja de Roma não foi fundada por Paulo, mas este sente um vivo desejo de lá chegar logo que possível, para levar a todos o Evangelho de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, como anúncio da esperança que realiza as promessas, introduz na glória e não desilude porque está fundada no amor.

5. Deste entrelaçamento de esperança e paciência, resulta claro que a vida cristã é um caminho, que precisa também de momentos fortes para nutrir e robustecer a esperança, insubstituível companheira que permite vislumbrar a meta: o encontro com o Senhor Jesus. Apraz-me pensar que um percurso de graça, animado pela espiritualidade popular, tenha antecedido a proclamação do primeiro Jubileu em 1300. Com efeito, não podemos esquecer as diversas formas através das quais se derramou com abundância a graça do perdão sobre o santo Povo fiel de Deus. Recordemos, por exemplo, o grande «perdão» que São Celestino V quis conceder a quantos iam à Basílica de Santa Maria de Collemaggio, em Áquila, nos dias 28 e 29 de agosto de 1294, seis anos antes do Papa Bonifácio VIII instituir o Ano Santo. Por isso, a Igreja já tinha a experiência da graça jubilar da misericórdia.E antes ainda, em 1216, o Papa Honório III acolhera a súplica de São Francisco, que pedia a indulgência para quantos tivessem visitado a Porciúncula nos dois primeiros dias de agosto. O mesmo se pode dizer da peregrinação a Santiago de Compostela: de facto, o Papa Calisto II, em 1122, concedeu que se celebrasse o Jubileu naquele Santuário sempre que a festa do apóstolo Tiago calhasse num domingo. É bom que continue esta modalidade «generalizada» de celebrações jubilares, de modo que a força do perdão de Deus sustente e acompanhe o caminho das comunidades e das pessoas.

Não é por acaso que a peregrinação representa um elemento fundamental de todo o evento jubilar. Pôr-se a caminho é típico de quem anda à procura do sentido da vida. A peregrinação a pé favorece muito a redescoberta do valor do silêncio, do esforço, da essencialidade. Também no próximo ano, os peregrinos de esperança não deixarão de percorrer caminhos antigos e modernos para viver intensamente a experiência jubilar. Além disso, na própria cidade de Roma, haverá itinerários de fé que se juntarão aos tradicionais das catacumbas e das Sete Igrejas. Deslocar-se dum país ao outro como se as fronteiras estivessem superadas, passar duma cidade a outra contemplando a criação e as obras de arte, permitirá acumular experiências e culturas diferentes e levar dentro de si, harmonizada pela oração, a beleza que faz agradecer a Deus as maravilhas que Ele realizou.As igrejas jubilares, ao longo dos percursos e em Roma, poderão ser oásis de espiritualidade onde é possível restaurar o caminho da fé e dessedentar-se nas fontes da esperança, a começar pelo sacramento da Reconciliação, ponto de partida insubstituível dum verdadeiro caminho de conversão. Nas Igrejas particulares, deve ser dada uma atenção especial à preparação dos sacerdotes e dos fiéis para as Confissões e para o acesso a este sacramento na sua forma individual.

Aos fiéis das Igrejas Orientais, sobretudo àqueles que já estão em plena comunhão com o Sucessor de Pedro, quero dirigir um convite particular a cumprir esta peregrinação. Eles que tanto sofreram, muitas vezes até à morte, pela sua fidelidade a Cristo e à Igreja, hão de sentir-se particularmente bem-vindos a Roma, que também é Mãe para eles e conserva tantas memórias da sua presença. A Igreja Católica, que está enriquecida pelas suas liturgias muito antigas e pela teologia e espiritualidade dos Padres, monges e teólogos, quer exprimir simbolicamente o acolhimento deles e dos irmãos e irmãs ortodoxos, num tempo em que vivem já a peregrinação da Via-Sacra, sendo muitas vezes obrigados a deixar as suas terras de origem, as suas terras santas, donde a violência e a instabilidade os expulsam rumo a países mais seguros. Para eles, a experiência de ser amados pela Igreja, que não os abandonará mas há de acompanhá-los para onde quer que forem, torna ainda mais forte o sinal do Jubileu.

19. «Creio na vida eterna»[12] assim professa a nossa fé, e a esperança cristã encontra nestas palavras um ponto fundamental de apoio. De facto, «é a virtude teologal pela qual desejamos (…) a vida eterna como nossa felicidade». [13] O Concílio Ecuménico Vaticano II afirma: «Se faltam o fundamento divino e a esperança da vida eterna, a dignidade humana é gravemente lesada, como tantas vezes se verifica nos nossos dias, e os enigmas da vida e da morte, do pecado e da dor ficam sem solução, o que frequentemente leva os homens ao desespero». [14] Enquanto, em virtude da esperança na qual fomos salvos, vendo passar o tempo, temos a certeza que a história da humanidade e a de cada um de nós não correm para uma meta sem saída nem para um abismo escuro, mas estão orientadas para o encontro com o Senhor da glória. Por isso vivemos na expetativa do seu regresso e na esperança de vivermos n’Ele para sempre: é com este espírito que fazemos nossa aquela comovente invocação dos primeiros cristãos com que termina a Sagrada Escritura: «Vem, Senhor Jesus!» ( Ap 22, 20).

25. No caminho rumo ao Jubileu, voltemos à Sagrada Escritura e sintamos, dirigidas a nós, estas palavras: «Nós que procuramos refúgio n’Ele, encontramos grande estímulo agarrando-nos à esperança proposta. Nessa esperança, temos como que uma âncora segura e firme da alma, que penetra até ao interior do véu, onde Jesus entrou como nosso precursor» (Heb 6, 18-20). É um forte convite a nunca perder a esperança que nos foi dada, a mantê-la firme, encontrando refúgio em Deus.

Ao final da leitura, o Bispo coloca incenso no turíbulo e o diácono inicia a procissão com estas palavras:
Pres.: 
Irmãos e irmãs, caminhemos em nome de Cristo: caminho que conduz ao Pai, verdade que nos liberta, vida que venceu a morte.

Começa então a peregrinação até a igreja jubilar onde é celebrada a Missa. À frente vai o turiferário com o turíbulo, juntamente com a cruz ornamentada e os ministros com velas ou tochas acesas ao lado da cruz; depois, o diácono com o Evangeliário, o Bispo e, atrás dele, os sacerdotes, os outros ministros e os fiéis com, se for o caso, tochas ou lâmpadas acesas. Durante a peregrinação, o coro e o povo cantam a ladainha dos Santos ou hinos apropriados ou alguns salmos (cf. Apêndice, p. 50-60) com as seguintes antífonas ou outras escolhidas convenientemente:

Antífona (Cf. Hb 13,8.20)
Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade. A Ele seja dada a glória pelos séculos dos séculos.

ABERTURA DA PORTA SANTA E EXALTAÇÃO A SANTA CRUZ

Após todos chegarem e se acomodarem, o bispo, de mitra, aproxima-se da Porta Santa, e, de mãos unidas, diz:

Pres.: Esta é a porta do Senhor.
Ass: Por esta porta entram os justos.

Pres.: Abra-me as portas da Justiça.
Ass: Entrarei para agradecer ao Senhor.

Então o bispo recebe o báculo, bate três vezes na Porta Santa, depõe o báculo e a abre. Em seguida recebe o báculo e, prostrando-se de joelhos, reza em silêncio por alguns instantes.

Depois, levanta-se e conclui
:


Pres.: Por Vossa grande misericórdia entrarei na Vossa casa, Senhor. Abri-me as portas da Justiça.
Ass: Prostrar-me-ei em direção ao Vosso templo santo. 

Em frente a porta aberta, o Bispo toma a cruz que foi levada em procissão (com a ajuda, se necessário, de alguns ministros), ergue-a e, de frente para o povo, convida-o a venerá-la com a seguinte aclamação ou outra semelhante:
Pres.: Salve, cruz de Cristo, única esperança.
Ass: Vós sois a nossa esperança, não seremos confundidos eternamente.

Em seguida, o Bispo devolve a cruz e, com os ministros, dirige-se à pia batismal, onde preside o rito da memória do Batismo, enquanto os fiéis tomam os seus lugares na assembleia, de frente para a pia. O Bispo convida à oração com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos o Senhor nosso Deus, para que abençoe esta água que vai ser aspergida sobre nós, recordando o nosso Batismo. Que ele se digne ajudar-nos, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Todos rezam durante alguns instantes em silêncio. Depois o Bispo, de mãos unidas, continua:
Pres.: Senhor Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda vida, abençoai ✠ esta água que vamos usar confiantes para implorar o perdão dos nossos pecados e alcançar a proteção da vossa graça contra toda doença e cilada do inimigo. Concedei, Senhor, que, por vossa misericórdia, jorrem sempre as águas vivas para a nossa salvação, a fim de que nos aproximemos de vós com o coração puro e sejamos livres de todos os perigos da alma e do corpo. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass: Amém.

O Bispo asperge a si mesmo, aos concelebrantes, aos ministros e ao povo, percorrendo a nave da catedral precedido pelo Evangelário e pela cruz. Enquanto isso, executam-se as seguintes antífonas ou outro hino apropriado:

Antífona (Cf. Sl 50, 9)
Aspergi-me e serei puro do pecado, e mais branco do que a neve ficarei.

O Bispo, com os ministros, dirige-se para o presbitério, onde depõe o pluvial e veste a casula. O diácono, tendo chegado ao altar, coloca aí o Evangelário. A cruz é colocada junto do altar, em um lugar bem visível, onde permanecerá durante todo o Ano Jubilar para veneração do povo de Deus. Note-se que a cruz da capela-mor é única. O Bispo beija o altar, incensa-o juntamente com a cruz e se dirige à cátedra. Esses momentos podem ser acompanhados, depois do hino ou das antífonas executadas durante a aspersão, por uma antífona do Tempo Litúrgico ou por um hino apropriado ou por instrumentos musicais.

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12. Chegando ao altar, todos o beijam em sinal de veneração. O bispo depõe a capa, se reveste da casula e incensa a cruz e o altar. Depois, segue para a cátedra ou sede presidencial.

13. Após isso, seguem-se as invocações Senhor, tende piedade de nós (Kýrie, eléison) e a oração coleta. Depois, a Missa procede como de costume.

14. No fim, em vez da despedida habitual, o diácono ou o próprio bispo diz ao povo, de mãos unidas:

Vivei a missionariedade com ação e como vocação. Ide em paz, a Missa acabou.

O povo responde:

Graças a Deus.

SUMOS PONTÍFICES