[PORTUGUÊS]
Ao povo da Espanha dirijo a minha mais cordial saudação, em especial a Sua Majestade, o Rei Alejandro II, aqui presente, que recebe com grande carinho toda a comitiva da Igreja de Deus. Saúdo também os senhores bispos que hoje se fazem presentes para a liturgia dominical.
Como é belo observar a devoção do povo espanhol, reunido em grande número nesta igreja, para celebrarmos juntos o santo sacrifício da Missa. A Espanha, grande nação católica, é muitas vezes lembrada por sua profunda devoção a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, a Virgem Santíssima que protege e guarda este país.
No dia de hoje, a Igreja proclama para nós, neste quarto domingo do Tempo Comum, o Evangelho das Bem-aventuranças. E longe de serem apenas uma expressão da eloquência de Nosso Senhor, ou simplesmente um de seus grandes sermões, as Bem-aventuranças constituem um verdadeiro itinerário para chegarmos ao Céu.
Isso porque a felicidade plena que buscamos constantemente não se encontra em nada deste mundo, mas unicamente em Deus, Nosso Senhor. Quando estamos unidos a Ele, arde em nossa alma uma chama viva de esperança, que dá sentido a todas as necessidades, aflições e contrariedades desta vida.
É necessário compreendermos, meus queridos irmãos e irmãs, à luz das palavras de Cristo, o que é a verdadeira felicidade. O evangelista São Mateus estrutura o seu Evangelho a partir dos grandes sermões de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o primeiro desses grandes sermões é justamente o Sermão das Bem-aventuranças.
É muito significativo observar como Nosso Senhor inicia este santo discurso. Ele começa dizendo: “Felizes” ou “Bem-aventurados”. É impressionante perceber que Cristo inicia o seu sermão por aquilo que, para nós, seria o ponto final e não o ponto de partida: a felicidade. Pois todo ser humano deseja ser feliz.
A grande eudaimonia, como nos revela o termo da língua grega, a felicidade, é o nosso bem final, o nosso bem último. Todo ser humano trabalha, busca prazeres e alegrias para alcançar a felicidade. E Cristo nos oferece um verdadeiro caminho, um verdadeiro manual para chegarmos à grande felicidade.
E é importante reforçar: a grande felicidade é, antes de tudo, o próprio Cristo, Nosso Senhor. Uma felicidade inesgotável, uma felicidade que não tem fim, uma felicidade que não se alcança apenas pelo esforço humano, mas que exige a fé e as obras. Para que essa felicidade chegue até nós e para que nós cheguemos a essa plenitude da alegria, é necessário antes de tudo conhecê-la. Conhecer a felicidade para então alcançá-la. E conhecer a felicidade é conhecer Jesus Cristo, Nosso Senhor.
As Bem-aventuranças, meus queridos irmãos e irmãs, estão no coração do Evangelho, porque nos revelam quem é o Cristo a própria felicidade e quem deve ser o cristão, chamado a ser um outro Cristo. Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, nelas Jesus proclama a verdadeira felicidade, que não nasce do poder, da riqueza ou do simples êxito humano, mas da perfeita comunhão com Deus, Nosso Senhor.
É nessa mesma comunhão que vivem os santos e é nela que, na comunhão dos santos, alcançam a verdadeira felicidade, pois a maior felicidade é o próprio Cristo Jesus. Ao subir ao monte e sentar-se para ensinar, Jesus se apresenta como o novo Moisés, não para abolir a Lei, mas para levá-la à sua plenitude, revelando que o Reino dos Céus começa no coração convertido.
Ser pobre em espírito não significa apenas uma pobreza interior, mas reconhecer, com humildade, a total dependência de Deus. Toda criatura anseia pelo seu Criador; toda criatura sente a necessidade profunda de estar próxima daquele que lhe deu o ser.
A mansidão, além disso, nos ensina a vencer o mal sem recorrer à violência. Ela também nos ensina a exercer a autoridade como serviço. Assim como nos revela o zelo pastoral dos bispos, e como também devem viver os reis, as rainhas e todas as autoridades, é necessário estar sempre disposto a ensinar o povo, seja um rebanho, seja um reino, seja uma nação.
Mas essa mansidão deve servir, antes de tudo, especialmente aos bispos, aos reis e às demais autoridades, para ensinar com um coração humilde de pastor, sempre pronto a carregar a ovelha perdida sobre os ombros e conduzi-la de volta ao rebanho.
Ter fome e sede de justiça é desejar ardentemente a verdade de Deus e permitir que a sua vontade esteja sempre viva e atuante em nossa vida. A misericórdia é refletir o próprio coração do Pai. Ser misericordioso é agir com mansidão, como nos revelam as Bem-aventuranças, que são a porta para alcançarmos a verdadeira felicidade.
Promover a paz é agir como Cristo. E a paz de Nosso Senhor não é apenas um bem terreno, mas, antes de tudo, a salvação da alma.
As Bem-aventuranças também, meus queridos irmãos e irmãs, não são um ideal inalcançável, mas um caminho concreto para a santidade. Para aquele povo de então, o povo judeu, crente em Deus, Nosso Senhor, as Bem-aventuranças eram um verdadeiro escândalo.
Jesus veio para salvar os pecadores e, por meio das Bem-aventuranças, Ele os alcança, ensinando-lhes como podem se aproximar d’Ele e qual é o verdadeiro caminho da felicidade. Por isso, as Bem-aventuranças foram um escândalo naquele tempo e continuam sendo, ainda hoje, um grande escândalo.
Aquele povo não conseguia aceitar a mansidão, nem compreender que a pobreza de espírito e a dependência de Deus precisavam ser mais profundamente vividas. E ainda hoje muitos não aceitam a justiça divina, nem têm fome e sede para que a vontade de Deus se realize plenamente.
As Bem-aventuranças continuam sendo motivo de escárnio para muitos. Contudo, como recordavam os santos Padres da Igreja e como reafirmam os Sumos Pontífices ao longo da história, elas invertem a lógica do mundo, porque são a lógica do amor crucificado, no qual a alegria nasce do dom de si mesmo e a recompensa final não é terrena, mas eterna.
Assim, as Bem-aventuranças não são um ideal inalcançável, mas o caminho concreto da santidade, já vivido por Cristo e proposto à Igreja como promessa segura. Quem vive segundo as Bem-aventuranças e busca a Deus como sua verdadeira felicidade começa, já neste mundo, a experimentar o Reino que se consumará plenamente no Reino dos Céus.
Que, à luz das Bem-aventuranças, possamos alcançar a misericórdia do Pai. E que o povo desta terra abençoada, este povo católico, alcance, por intercessão de Maria Santíssima, Nossa Senhora da Imaculada Conceição, as graças necessárias para seguir firmemente o caminho que é Cristo Jesus.
Assim seja. Amém.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para sempre seja louvado.
[ESPAÑOL]
Al pueblo de España dirijo mi más cordial saludo, de modo especial a Su Majestad, el Rey Alejandro II, aquí presente, quien acoge con gran afecto a toda la comitiva de la Iglesia de Dios. Saludo también a los señores obispos que hoy se hacen presentes para la liturgia dominical.
Qué hermoso es contemplar la devoción del pueblo español, reunido en gran número en esta iglesia para celebrar juntos el santo sacrificio de la Misa. España, gran nación católica, es recordada muchas veces por su profunda devoción a Nuestra Señora de la Inmaculada Concepción, la Santísima Virgen que protege y guarda a este país.
En el día de hoy, la Iglesia nos proclama, en este cuarto domingo del Tiempo Ordinario, el Evangelio de las Bienaventuranzas. Y lejos de ser solo una expresión de la elocuencia de Nuestro Señor, o simplemente uno de sus grandes sermones, las Bienaventuranzas constituyen un verdadero camino para llegar al Cielo.
Esto se debe a que la felicidad plena que buscamos constantemente no se encuentra en nada de este mundo, sino únicamente en Dios, Nuestro Señor. Cuando estamos unidos a Él, arde en nuestra alma una llama viva de esperanza, que da sentido a todas las necesidades, aflicciones y contrariedades de esta vida.
Es necesario comprender, queridos hermanos y hermanas, a la luz de las palabras de Cristo, qué es la verdadera felicidad. El evangelista San Mateo estructura su Evangelio a partir de los grandes discursos de Nuestro Señor Jesucristo, y el primero de estos grandes discursos es precisamente el Sermón de las Bienaventuranzas.
Es muy significativo observar cómo Nuestro Señor inicia este santo discurso. Comienza diciendo: “Felices” o “Bienaventurados”. Es realmente impresionante que Cristo inicie su sermón por aquello que, para nosotros, sería el final y no el comienzo: la felicidad. Porque todo ser humano desea ser feliz.
La gran eudaimonía, como lo expresa el término griego, la felicidad, es nuestro bien final, nuestro bien último. Todo ser humano trabaja, busca placeres y alegrías para alcanzar la felicidad. Y Cristo nos ofrece un verdadero camino, un verdadero manual para llegar a la gran felicidad.
Y es importante subrayarlo: la gran felicidad es, ante todo, el propio Cristo, Nuestro Señor. Una felicidad inagotable, una felicidad que no tiene fin, una felicidad que no se alcanza solo con el esfuerzo humano, sino que exige la fe y las obras. Para que esta felicidad llegue a nosotros y para que nosotros lleguemos a esta plenitud de la alegría, es necesario ante todo conocerla. Conocer la felicidad para poder alcanzarla. Y conocer la felicidad es conocer a Jesucristo, Nuestro Señor.
Las Bienaventuranzas, queridos hermanos y hermanas, están en el corazón del Evangelio, porque nos revelan quién es Cristo —la misma felicidad— y quién debe ser el cristiano, llamado a ser otro Cristo. Como nos enseña el Catecismo de la Iglesia Católica, en ellas Jesús proclama la verdadera felicidad, que no nace del poder, de la riqueza ni del simple éxito humano, sino de la perfecta comunión con Dios, Nuestro Señor.
Es en esta misma comunión donde viven los santos y donde, en la comunión de los santos, alcanzan la verdadera felicidad, porque la felicidad mayor es el propio Cristo Jesús. Al subir al monte y sentarse para enseñar, Jesús se presenta como el nuevo Moisés, no para abolir la Ley, sino para llevarla a su plenitud, revelando que el Reino de los Cielos comienza en el corazón convertido.
Ser pobres de espíritu no significa solo una pobreza interior, sino reconocer con humildad nuestra total dependencia de Dios. Toda criatura anhela a su Creador; toda criatura siente la profunda necesidad de estar cerca de Aquel que le dio el ser.
La mansedumbre, además, nos enseña a vencer el mal sin recurrir a la violencia. También nos enseña a ejercer la autoridad como servicio. Así como nos lo muestra el celo pastoral de los obispos, y como también deben vivir los reyes, las reinas y todas las autoridades, es necesario estar siempre dispuestos a enseñar al pueblo, ya sea un rebaño, un reino o una nación.
Pero esta mansedumbre debe servir, ante todo, especialmente a los obispos, a los reyes y a las demás autoridades, para enseñar con un corazón humilde de pastor, siempre dispuesto a cargar sobre los hombros a la oveja perdida y devolverla al rebaño.
Tener hambre y sed de justicia es desear ardientemente la verdad de Dios y permitir que su voluntad esté siempre viva y activa en nuestra vida. La misericordia es reflejar el mismo corazón del Padre. Ser misericordioso es actuar con mansedumbre, como nos revelan las Bienaventuranzas, que son la puerta para alcanzar la verdadera felicidad.
Promover la paz es actuar como Cristo. Y la paz de Nuestro Señor no es solo un bien terreno, sino, ante todo, la salvación del alma.
Las Bienaventuranzas tampoco son, queridos hermanos y hermanas, un ideal inalcanzable, sino un camino concreto hacia la santidad. Para aquel pueblo de entonces, el pueblo judío, creyente en Dios, Nuestro Señor, las Bienaventuranzas fueron un verdadero escándalo.
Jesús vino para salvar a los pecadores y, por medio de las Bienaventuranzas, los alcanza, enseñándoles cómo pueden acercarse a Él y cuál es el verdadero camino de la felicidad. Por eso, las Bienaventuranzas fueron un escándalo en aquel tiempo y siguen siendo, aún hoy, un gran escándalo.
Aquel pueblo no lograba aceptar la mansedumbre, ni comprender que la pobreza de espíritu y la dependencia de Dios debían ser vividas con mayor profundidad. Y todavía hoy muchos no aceptan la justicia divina, ni tienen hambre y sed de que la voluntad de Dios se cumpla plenamente.
Las Bienaventuranzas continúan siendo motivo de burla para muchos. Sin embargo, como recordaban los santos Padres de la Iglesia y como reafirmaron los Sumos Pontífices a lo largo de la historia, ellas invierten la lógica del mundo, porque son la lógica del amor crucificado, en la cual la alegría nace del don de sí mismo y la recompensa final no es terrena, sino eterna.
Así, las Bienaventuranzas no son un ideal inalcanzable, sino el camino concreto de la santidad, ya vivido por Cristo y propuesto a la Iglesia como una promesa segura. Quien vive según las Bienaventuranzas y busca a Dios como su verdadera felicidad comienza ya, en este mundo, a experimentar el Reino que se consumará plenamente en el Reino de los Cielos.
Que, a la luz de las Bienaventuranzas, podamos alcanzar la misericordia del Padre. Y que el pueblo de esta tierra bendita, este pueblo católico, alcance, por intercesión de María Santísima, Nuestra Señora de la Inmaculada Concepción, las gracias necesarias para seguir firmemente el camino que es Cristo Jesús.
Así sea. Amén.
Alabado sea Nuestro Señor Jesucristo.
Por siempre sea alabado.
[ENGLISH]
To the people of Spain I extend my most cordial greeting, in a special way to His Majesty King Alejandro II, present here today, who receives with great affection the entire delegation of the Church of God. I also greet the bishops who are present for this Sunday liturgy.
How beautiful it is to witness the devotion of the Spanish people, gathered in great numbers in this church to celebrate together the holy sacrifice of the Mass. Spain, a great Catholic nation, is often remembered for its deep devotion to Our Lady of the Immaculate Conception, the Blessed Virgin who protects and watches over this country.
Today, on this Fourth Sunday in Ordinary Time, the Church proclaims to us the Gospel of the Beatitudes. Far from being merely an expression of Our Lord’s eloquence, or simply one of His great sermons, the Beatitudes constitute a true path that leads us to Heaven.
This is because the full happiness that we constantly seek is found in nothing of this world, but only in God, Our Lord. When we are united to Him, a living flame of hope burns within our soul, giving meaning to all the needs, sufferings, and trials of this life.
It is necessary, dear brothers and sisters, to understand, in the light of Christ’s words, what true happiness really is. The evangelist Saint Matthew structures his Gospel around the great sermons of Our Lord Jesus Christ, and the first of these great sermons is precisely the Sermon on the Beatitudes.
It is very significant to observe how Our Lord begins this holy discourse. He begins by saying, “Blessed” or “Happy.” It is striking that Christ begins His sermon with what, for us, would be the final goal and not the starting point: happiness. For every human being desires to be happy.
The great eudaimonia, as expressed in the Greek term, happiness, is our final good, our ultimate good. Every human being works, seeks pleasures and joys in order to reach happiness. And Christ offers us a true path, a true guide to reach this great happiness.
And it is important to emphasize this: the great happiness is, above all, Christ Himself, Our Lord. A happiness that is inexhaustible, a happiness that has no end, a happiness that is not achieved solely through human effort, but that requires faith and works. For this happiness to reach us, and for us to reach this fullness of joy, it is first necessary to know it. To know happiness in order to attain it. And to know happiness is to know Jesus Christ, Our Lord.
The Beatitudes, dear brothers and sisters, stand at the heart of the Gospel, because they reveal to us who Christ is — happiness itself — and who the Christian must be, called to be another Christ. As the Catechism of the Catholic Church teaches, in the Beatitudes Jesus proclaims true happiness, which does not arise from power, wealth, or mere human success, but from perfect communion with God, Our Lord.
It is within this same communion that the saints live, and within the communion of saints they attain true happiness, because the greatest happiness is Christ Jesus Himself. By ascending the mountain and sitting down to teach, Jesus presents Himself as the new Moses, not to abolish the Law, but to bring it to fulfillment, revealing that the Kingdom of Heaven begins in a converted heart.
To be poor in spirit does not mean merely an interior poverty, but to recognize with humility our total dependence on God. Every creature longs for its Creator; every creature feels the deep need to remain close to the One who gave it being.
Meekness, moreover, teaches us to overcome evil without resorting to violence. It also teaches us to exercise authority as service. As shown by the pastoral zeal of bishops, and as should also be lived by kings, queens, and all authorities, one must always be ready to teach the people, whether a flock, a kingdom, or a nation.
But this meekness must serve, above all, especially bishops, kings, and all authorities, to teach with a humble shepherd’s heart, always ready to carry the lost sheep upon their shoulders and bring it back to the flock.
To hunger and thirst for justice is to ardently desire the truth of God and to allow His will to remain alive and active in our lives. Mercy is to reflect the very heart of the Father. To be merciful is to act with meekness, as revealed by the Beatitudes, which are the gateway to true happiness.
To promote peace is to act as Christ. And the peace of Our Lord is not merely an earthly good, but above all the salvation of the soul.
The Beatitudes, dear brothers and sisters, are not an unattainable ideal, but a concrete path to holiness. For the people of that time, the Jewish people who believed in God Our Lord, the Beatitudes were a true scandal.
Jesus came to save sinners, and through the Beatitudes He reaches them, teaching them how they can draw near to Him and what the true path of happiness is. For this reason, the Beatitudes were a scandal then and continue to be, even today, a great scandal.
That people could not accept meekness, nor could they understand that poverty of spirit and dependence on God needed to be lived more deeply. And even today many are unable to accept divine justice or to hunger and thirst for the fulfillment of God’s will.
The Beatitudes continue to be a cause of mockery for many. Yet, as the holy Fathers of the Church recalled and as the Supreme Pontiffs have reaffirmed throughout history, the Beatitudes overturn the logic of the world, because they are the logic of crucified love, in which joy is born from self-giving and the final reward is not earthly, but eternal.
Thus, the Beatitudes are not an unattainable ideal, but the concrete path of holiness, already lived by Christ and proposed to the Church as a sure promise. Whoever lives according to the Beatitudes and seeks God as his true happiness already begins, in this world, to experience the Kingdom that will be fully realized in the Kingdom of Heaven.
May we, in the light of the Beatitudes, attain the mercy of the Father. And may the people of this blessed land, this Catholic people, obtain, through the intercession of the Blessed Virgin Mary, Our Lady of the Immaculate Conception, the graces necessary to follow firmly the path that is Christ Jesus.
Amen.
Praised be Our Lord Jesus Christ.
Now and forever.