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Semanário Litúrgico | Domingo de Ramos da Paixão do Senhor


SEMANÁRIO LITÚRGICO
DOMINGO DRAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR
29.03.2026
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(RUBRICAS)

*O rito da procissão com bênção dos ramos é de modo facultativo, caso não seja feita apenas faça-se a saudação, o evangelho e continua-se com o ato penitencial. 

Na hora conveniente, reúne a assembleia numa igreja menor ou em outro lugar apropriado fora da igreja, para onde se dirige a procissão. Os fiéis trazem ramos nas mãos.

O sacerdote e o diácono, em vestes sagradas de cor vermelha como para a Missa, acompanhados por outros ministros, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. Durante a procissão o sacerdote poderá usar pluvial em vez de casula.

Ⓔ O Bispo adentra de mitra e báculo, que depõe terminado o canto.

CANTO DE ENTRADA 
(Cf. Lc 12, 42)

Durante a procissão, canta-se a seguinte antífona ou outro canto apropriado:
HOSANA AO FILHO DE DAVI!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!

BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR!

HOSANA AO FILHO DE DAVI!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!

REI DE ISRAEL, HOSANA NAS ALTURAS!

HOSANA AO FILHO DE DAVI!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!

Ou, para a recitação:
℣.: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas!

O sacerdote e o diácono, em vestes sagradas de cor vermelha como para a Missa, acompanhados por outros ministros, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. Durante a procissão o sacerdote poderá usar pluvial em vez da casula.

SAUDAÇÃO INICIAL

O sacerdote diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e todos fazem o sinal da cruz. Em seguida saúda a assembleia como de costume. E por breve exortação convida os fiéis a participarem ativa e conscientemente da celebração deste dia, com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.
℟.: Amém.

EXORTAÇÃO

Celebração deste dia, com estas palavras ou semelhantes.
Pres.: Meus irmãos e minhas irmãs: durante as cinco semanas da Quaresma preparamos o nosso coração pela penitência e obras de caridade. Hoje aqui nos reunimos e iniciamos, com toda a Igreja, a celebração do mistério pascal de nosso Senhor, sua morte e ressurreição. Para consumá-lo, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Por isso, celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.

PROCISSÃO SOLENE
BÊNÇÃO DOS RAMOS
(Facultativo)

O sacerdote, de braços abertos, diz uma das orações seguintes:
Pres.: Oremos
Deus eterno e todo-poderoso, santificai  estes ramos com a vossa bênção para que possamos chegar à eterna Jerusalém, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei. Que vive e reina pelos séculos dos séculos.
℟.: Amém.

Ou:
Pres.: Oremos
Ó Deus de bondade, aumentai a fé dos que esperam em vós e ouvi as preces dos que vos suplicam; apresentando hoje ao Cristo vencedor de nossos ramos possamos nele frutificar em boas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

O sacerdote, sem nada dizer, asperge os ramos com água benta.  

Ⓔ O Bispo pode distribuir os ramos aos concelebrantes, aos ministros e a alguns fiéis. Em seguida, o Bispo deita incenso no turíbulo, dá a bênção ao diácono que vai proclamar o Evangelho e recebe o seu ramo, e fica com ele durante a proclamação do Evangelho. Se porventura fizer homilia, entrega o ramo e recebe a mitra e o báculo, a não ser que julgue preferível de outro modo.   

O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, proclama, conforme o costume, o Evangelho de entrada do Senhor em Jerusalém, segundo um dos quatros Evangelistas.

EVANGELHO DE ENTRADA ANTES DA PROCISSÃO DE RAMOS
(Mt 21, 1-11)

℣.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, ✠ segundo 
Mateus.
℟.: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Naquele tempo, Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”. Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.: Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.

O diácono ou o sacerdote, beija o livro, rezando em silêncio.

PROCISSÃO
(Os filhos dos Hebreus)

Após o Evangelho poderá haver uma breve homilia. O Sacerdote, o diácono ou um ministro leigo dá início à procissão com estas palavras ou outras semelhantes.
℣.: Meus irmãos e minhas irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria a nossa procissão.

Ou:

℣.: Sigamos em paz.
E todos respondem:
℟.: Em nome de Cristo. Amém.

Ⓔ O Bispo recebe a mitra e seu ramo. O báculo pode ser levado a frente do Bispo.

Inicia-se a procissão para a igreja onde será celebrada a Missa. À frente vai o turiferário como o turíbulo fumegante, caso se use incenso; em seguido, o cruciferário com a cruz ornamentada com ramos, conforme o costume do local, entre dois ministros de velas acesas; depois o diácono com o Evangeliário, o sacerdotes e ministros, seguidos pelo povo com seus ramos.

OS FILHOS DOS HEBREUS, COM RAMOS DE PALMEIRA,
CORRERAM AO ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR,
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"

O MUNDO E TUDO QUE TEM NELE É DE DEUS,
A TERRA E OS QUE AÍ VIVEM, TODOS SEUS!
FOI DEUS QUE A TERRA CONSTRUIU POR SOBRE OS MARES,
NO FUNDO DO OCEANO, SEUS PILARES!

OS FILHOS DOS HEBREUS, COM RAMOS DE PALMEIRA,
CORRERAM AO ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR,
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"

QUEM VAI MORAR NO TEMPLO DE SUA CIDADE?...
QUEM PENSA E VIVE LONGE DAS VAIDADES!
POIS DEUS, O SALVADOR O ABENÇOARÁ,
NO JULGAMENTO O DEFENDERÁ!

OS FILHOS DOS HEBREUS, COM RAMOS DE PALMEIRA,
CORRERAM AO ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR,
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"

ASSIM, SÃO TODOS OS QUE PRESTAM CULTO A DEUS
QUE ADORAM O SENHOR, DEUS DOS HEBREUS!
PORTÕES ANTIGOS, SE ESCANCAREM, VAI CHEGAR,
ALERTA! O REI DA GLÓRIA VAI ENTRAR!

OS FILHOS DOS HEBREUS, COM RAMOS DE PALMEIRA,
CORRERAM AO ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR,
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"
CANTANDO E GRITANDO: "HOSANA, Ó SALVADOR!"

CANTOS PARA PROCISSÃO

Durante a procissão, o coro e o povo cantam os seguintes cânticos ou outros apropriados, em honra de Cristo Rei.

Opção I

OS FILHOS DOS HEBREUS COM RAMOS DE PALMEIRA
CORRERAM AO ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR
CANTANDO E GRITANDO: HOSANA, Ó SALVADOR
CANTANDO E GRITANDO: HOSANA, Ó SALVADOR

O MUNDO E TUDO QUE TEM NELE É DE DEUS
A TERRA E OS QUE AÍ VIVEM, TODOS SEUS
FOI DEUS QUE A TERRA CONSTRUIU POR SOBRE OS MARES
NO FUNDO DO OCEANO, SEUS PILARES

OS FILHOS DOS HEBREUS COM RAMOS DE PALMEIRA
CORRERAM AO ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR
CANTANDO E GRITANDO: HOSANA, Ó SALVADOR
CANTANDO E GRITANDO: HOSANA, Ó SALVADOR

QUEM VAI MORAR NO TEMPLO DE SUA CIDADE?
QUEM PENSA E VIVE LONGE DAS VAIDADES
POIS DEUS, O SALVADOR, O ABENÇOARÁ
NO JULGAMENTO O DEFENDERÁ

OS FILHOS DOS HEBREUS COM RAMOS DE PALMEIRA
CORRERAM AO ENCONTRO DE JESUS, NOSSO SENHOR
CANTANDO E GRITANDO: HOSANA, Ó SALVADOR
CANTANDO E GRITANDO: HOSANA, Ó SALVADOR

Opção II

HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA

ELE É O SANTO ELE É O FILHO DE MARIA
ELE É O DEUS DE ISRAEL, ELE É O FILHO DE DAVI
SANTO É O SEU NOME É O SENHOR DEUS DO UNIVERSO
GLORIA A DEUS DE ISRAEL NOSSO REI E SALVADOR

HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA

VAMOS A ELE COM AS FLORES DOS TRIGAIS
COM OS RAMOS DE OLIVEIRA COM ALEGRIA E MUITA PAZ
SANTO É O SEU NOME É O SENHOR DEUS DO UNIVERSO
GLORIA A DEUS DE ISRAEL NOSSO REI E SALVADOR

HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA

ELE É O CRISTO É O UNIFICADOR
É HOSANA NAS ALTURAS É HOSANA NO AMOR
SANTO É O SEU NOME É O SENHOR DEUS DO UNIVERSO
GLORIA A DEUS DE ISRAEL NOSSO REI E SALVADOR

HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HA
HOSANA HEI HOSANA HEI
HOSANA HA

Onde não se pode realizar a procissão fora da igreja, a entrada do Senhor será celebrada dentro da igreja, com entrada solene, antes da Missa principal.

Os fiéis reúnem-se à porta da igreja ou no seu interior, trazendo ramos nas mãos. O sacerdote, os ministros e um grupo de fiéis dirigem-se para um lugar determinado da igreja, fora do presbitério, de onde o rito possa ser visto ao menos pela maioria dos fiéis.

Enquanto o sacerdote se dirige ao lugar determinado, canta-se a antifona Hosana ao Filho de Davi ou outro canto apropriado. Realizam-se a bênção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em jerusalém, como acima. Depois do Evangelho, o sacerdote com os ministros e com o grupo de fiéis dirige-se processionalmente pela igreja até o presbitério, enquanto se canta o responsório Entrando o Senhor na cidade santa, ou outro canto apropriado.

ENTRADA SOLENE
CANTO DE ENTRADA
(Viva Cristo Rei!)

Enquanto o sacerdote se dirige ao lugar determinado, canta-se a antífona Hosana ao Filho de Davi ou outro canto apropriado.

VIVA CRISTO REI! VIVA CRISTO REI! 
VIVA CRISTO REI! VIVA O NOSSO REI!

ELE É O REI DA GLÓRIA, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS.
ELE É O REI DA HISTÓRIA, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS.
ELE É REI ETERNO, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS.
É O REI DO UNIVERSO, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS.

VIVA CRISTO REI! VIVA CRISTO REI! 
VIVA CRISTO REI! VIVA O NOSSO REI!

ELE É O SALVADOR, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS. 
ELE É O REI LIBERTADOR, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS.
DE DEUS PAI, O FILHO AMADO, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS.
É O VERBO ENCARNADO, NOSSO SENHOR E NOSSO DEUS.

VIVA CRISTO REI! VIVA CRISTO REI! 
VIVA CRISTO REI! VIVA O NOSSO REI!

ANTÍFONA DE ENTRADA 
(Cf. Jo 12, 1.12-23. Sl 23,9-10)

Seis dias antes da festa da Páscoa, quando o Senhor veio à cidade de Jerusalém, correram ao seu encontro os pequeninos. Traziam nas mãos ramos de palmeira e clamavam em alta voz: 
Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.
Ó portas, levantai vossos frontões! 
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, 
a fim de que o Rei da glória possa entrar!
Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” 
O Rei da glória é o Senhor onipotente, 
o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!”
* Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.

Ao chegar ao local preparado ou ao presbitério, reverencia e o oscula, se oportuno, ainda o incensa. Caso tenha usado, retira a capa pluvial e ponha-se a casula. Caso tenha tido a procissão e bênção dos ramos. Omitindo os ritos iniciais da Missa e, se for oportuno, o Kýrie, reza a Coleta e proessegue como de costume.

Chegando ao altar, o sacerdote o venera e se dirige à cadeira. 

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres.: A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

ATO PENITENCIAL

Pres.: O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama a segui-lo fielmente. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.
Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:
O sacerdote diz:

Pres.: 
Senhor, que na água e no Espírito nos regenerastes à vossa imagem, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Cristo, que enviais o vosso Espírito para criar em nós um coração novo, tende piedade de nós.
℟.: Cristo, tende piedade de nós.

Pres.: Senhor, que nos tornastes participantes do vosso Corpo e do vosso Sangue, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
℟.: Amém.

 MISSA 

ORAÇÃO DA COLETA
Silêncio

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
(Is 50, 4-7)

Leitor: Leitura do Livro do profeta Isaías
O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
(Sl 21)

℟. MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES?

 Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” ℟.

 Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos. ℟.

 Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro! ℟.

 Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel! ℟.

SEGUNDA LEITURA
(Fl 2, 6-11)

Leitor: Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO
(Fl 2, 8-9)

LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR, CRISTO, PALAVRA DE DEUS.
LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR, CRISTO, PALAVRA DE DEUS.

JESUS CRISTO SE TORNOU OBEDIENTE, 
OBEDIENTE ATÉ A MORTE NUMA CRUZ;

PELO QUE O SENHOR DEUS EXALTOU,
E DEU-LHE UM NOME MUITO ACIMA DE OUTRO NOME.

LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR, CRISTO, PALAVRA DE DEUS.
LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR, CRISTO, PALAVRA DE DEUS.

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
℣.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.:
 O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio:
℣.: 
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho

EVANGELHO BREVE
DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR
(Mt 27, 11-54)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão e diz:
℣.: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo  segundo Mateus
Narrador 1 - Naquele tempo, Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
Narrador 2 - “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1 - Jesus declarou:
† - “É como dizes”,
Narrador 1 - e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. Então Pilatos perguntou:
Narrador 2 - “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
Narrador 1 - Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
Narrador 2 - “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
Narrador 1 - Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
Narrador 2 - Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Narrador 1 - Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar:
Narrador 2 - “Qual dos dois quereis que eu solte?”
Narrador 1 - Eles gritaram:
Todos - “Barrabás”.
Narrador 1 - Pilatos perguntou:
Narrador 2 - “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”
Narrador 1 - Todos gritaram:
Todos - “Seja crucificado!"
Narrador 1 - Pilatos falou:
Narrador 2 - “Mas, que mal ele fez?”
Narrador 1 - Eles, porém, gritaram com mais força:
Todos - “Seja crucificado!”
Narrador 1 - Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:
Narrador 2 - “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”
Narrador 1 - O povo todo respondeu:
Todos - “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.
Narrador 1 - Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
Todos - “Salve, rei dos judeus!”
Narrador 1 - Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
Narrador 2 - “Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”
Narrador 1 - Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:
Narrador 2 - “A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! E acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.
Narrador 1 - Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
† - “Eli, Eli, lamá sabactâni?”,
Narrador 1 - que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
Narrador 2 - “Ele está chamando Elias!”
Narrador 1 - E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. Outros, porém, disseram:
Narrador 2 - “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
Narrador 1 - Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
(Todos se ajoelham um instante)
Narrador 1 - E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
Todos - “Ele era mesmo Filho de Deus!”
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.: Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio

HOMILIA

Se oportuno, faz uma breve homilia.

PROFISSÃO DE FÉ
(Símbolo dos Apóstolos)

℣.: Professemos a nossa fé:
℟.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, 
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS
(Sugestão)

Pres.: Irmãs e irmãos: Contemplando a Cristo, nosso Salvador, oremos pela salvação de todos os homens, vítimas do ódio, da violência e da injustiça, dizendo confiadamente:
℟.: Abençoai, Senhor, o vosso povo.
 
1. Pela santa Igreja, seus ministros e fiéis, para que, vivendo na fé o mistério da Paixão, recolham da árvore da cruz o fruto da esperança, oremos.
 
2. Pelos que fazem as leis e julgam os homens, para que defendam os inocentes e os oprimidos e restabeleçam o direito e a verdade, oremos.
 
3. Pelos ateus e pelos cristãos sem fé, para que, à semelhança do centurião do Evangelho, descubram em Cristo crucificado o Filho de Deus, oremos.
 
4. Pelos doentes, os moribundos e os agonizantes, para que sintam junto de si o Salvador, que nas mãos do Pai entregou o seu espírito, oremos.
 
5. Por todos nós e pela nossa comunidade, para que, unidos à paixão e morte do Redentor, sejamos conduzidos à glória da Ressurreição, oremos.

(Outras intenções)
 
Pres.: Senhor, nosso Deus, que Vos dignastes contar-nos entre o número daqueles para quem o vosso Filho implorou o perdão ao expirar, dai-nos a graça de descobrir, à luz da fé, o amor infinito com que nos amais. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA
OFERTÓRIO
(Sê bendito, Senhor, para sempre)

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

SÊ BENDITO, SENHOR, PARA SEMPRE,
PELOS FRUTOS DAS NOSSAS JORNADAS!
REPARTIDOS NA MESA DO REINO,
ANUNCIAM A PAZ ALMEJADA!

SENHOR DA VIDA, TU ÉS A NOSSA SALVAÇÃO!
AO PREPARARMOS A TUA MESA,
EM TI BUSCAMOS RESSURREIÇÃO!

SÊ BENDITO, SENHOR PARA SEMPRE,
PELOS MARES, OS RIOS E AS FONTES!
NOS RECORDAM A TUA JUSTIÇA,
QUE NOS LEVAM A UM NOVO HORIZONTE!

SENHOR DA VIDA, TU ÉS A NOSSA SALVAÇÃO!
AO PREPARARMOS A TUA MESA,
EM TI BUSCAMOS RESSURREIÇÃO!

SÊ BENDITO, SENHOR, PARA SEMPRE,
PELAS BÊNÇÃOS QUAL CHUVA TORRENTE!
TU FECUNDAS O CHÃO DESTA VIDA,
QUE ABRIGA UMA NOVA SEMENTE!

SENHOR DA VIDA, TU ÉS A NOSSA SALVAÇÃO!
AO PREPARARMOS A TUA MESA,
EM TI BUSCAMOS RESSURREIÇÃO!

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas:
Pres.: Pela paixão do vosso Filho Unigênito, apressai, Senhor, a hora da nossa reconciliação; concedei-nos, por este único e admirável sacrifício, a misericórdia que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

PREFÁCIO
A PAIXÃO DO SENHOR

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
℣.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
℣.: Corações ao alto.
℟.: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
℣.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, Por Cristo, nosso Senhor. Inocente, dignou-se sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição trouxe-nos a justificação. Por isso, com todos os anjos, nós vos louvamos em alegre celebração, cantando (dizendo) a uma só voz:

SANTO, SANTO, SANTO

SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR
SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR

O CÉU E A TERRA, PROCLAMAM VOSSA GLÓRIA. 
HOSANA NAS ALTURAS!

SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR
SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR

ORAÇÃO EUCARÍSTICA
SOBRE A RECONCILIAÇÃO I

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, ó Pai, vós sois Santo e, desde a origem do mundo, tudo fazeis para sermos santos como vós sois Santo.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Olhai as oferendas do vosso povo e derramai sobre elas a força do vosso Espírito, para que se tornem
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
o Corpo  e o Sangue
une as mãos
do vosso amado Filho, Jesus Cristo, no qual também nós somos vossos filhos.
Enviai o vosso Espírito Santo!

Pres.: Quando outrora estávamos perdidos e incapazes de vos encontrar, vós nos amastes com imenso amor, pois vosso Filho, o único Justo, entregou-se à morte, não rejeitando ser pregado no lenho da cruz. Antes, porém, de seus braços abertos traçarem entre o céu e a terra o sinal permanente da vossa aliança, Jesus quis celebrar a Páscoa com seus discípulos.

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Ceando com eles,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.

Depois prossegue:
Do mesmo modo, no fim da Ceia, Jesus, sabendo que ia reconciliar em si todas as coisas pelo sangue a ser derramado na cruz,
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
tomou o cálice repleto do fruto da videira, deu-vos graças novamente e o entregou a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé!
Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Fazendo, pois, memória de vosso Filho, Jesus Cristo, nossa Páscoa e certeza da paz definitiva, celebramos sua morte e ressurreição e, aguardando o dia feliz de sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos, Deus fiel e misericordioso, a vítima que nos reconcilia convosco.
Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres.: Olhai, com amor, Pai misericordioso, aqueles que unis a vós pelo sacrifício do vosso Filho, e concedei que, pela força do Espírito Santo, os que participam do único pão e do mesmo cálice sejam congregados em Cristo num só corpo, no qual todas as divisões sejam superadas.
O Espírito nos una num só corpo!

1C: Conservai-nos sempre em comunhão de fé e amor unidos ao Papa Pio e ao nosso Bispo N.*. Ajudai-nos a esperar juntos a vinda do vosso reino, até o dia em que, diante de vós, formos santos entre os Santos na morada celeste, ao lado da Virgem Maria, Mãe de Deus, dos Apóstolos e todos os Santos e com nossos irmãos e irmãs já falecidos que confiamos à vossa misericórdia. Enfim, libertos das feridas do pecado e plenamente transformados em novas criaturas, felizes cantaremos a ação de graças
Une as mãos
do vosso Cristo que vive para sempre.

DOXOLOGIA

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
℟.: Amém.

RITO DA COMUNHÃO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

FRACÇÃO DO PÃO

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio


CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE DE NÓS

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE DE NÓS

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
DAI-NOS, DAI-NOS A VOSSA PAZ

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, faça se a oração de comunhão espiritual antes e logo em seguida inicia-se o canto da Comunhão.

ORAÇÃO DE COMUNHÃO ESPIRITUAL

Todos: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco come se já estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! Não permitais que torne a Separar-me de vós! Amém!

COMUNHÃO
(Prova de amor)

Inicia-se então o canto da comunhão:
PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ QUE DOAR A VIDA PELO IRMÃO.

EIS QUE EU VOS DOU O MEU NOVO MANDAMENTO:
 "AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO!"

PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ QUE DOAR A VIDA PELO IRMÃO.

VÓS SEREIS OS MEUS AMIGOS SE SEGUIRDES MEU PRECEITO:
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO!"

PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ QUE DOAR A VIDA PELO IRMÃO.

COMO O PAI SEMPRE ME AMA, ASSIM TAMBÉM EU VOS AMEI: 
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO!"

PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ QUE DOAR A VIDA PELO IRMÃO.

PERMANECEI NO MEU AMOR E SEGUI MEU MANDAMENTO: 
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO!"

PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ QUE DOAR A VIDA PELO IRMÃO.

E CHEGANDO A MINHA PÁSCOA, VOS AMEI ATÉ O FIM: 
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO!"

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
(Mt 26, 42)

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:
Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Depois da comunhão.
Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, Senhor: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos, pela sua ressurreição, alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor. 
Ao terminar, o povo aclama:
℟.: Amém.
____________________

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

RITOS FINAIS
BÊNÇÃO FINAL
(Oração sobre o Povo)

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

 BENÇÃO SOLENE - PAIXÃO DO SENHOR   

Pres.: — Deus, o Pai de misericórdia, que vos deu um exemplo de amor na paixão do seu Filho, vos conceda, pelo vosso serviço a Deus e ao próximo, o dom inefável da sua bênção.
℟.: — Amém.

Pres.: — Deus que, pela morte do Filho na cruz nos livrou da morte eterna, vos conduza à vida que não tem fim.
℟.: — Amém.

Pres.: — Deus torne participantes da ressurreição de Cristo a vós que seguistes o seu testemunho de humildade.
℟.: — Amém.

 ORAÇÃO SOBRE O POVO 

Pres.: Olhai, Senhor, esta vossa família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou entregar-se às mãos dos malfeitores e sofrer o suplício da cruz. Ele, que vive e reina pelos séculos dos séculos.
℟.: Amém.

Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho  e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
℟.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
℣.: Ide em paz, e anunciai o Evangelho do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.

SUMOS PONTÍFICES