BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DOS PÁLIOS
Este rito é presidido pelo Romano Pontífice, na celebração da Santa Missa. Ordinariamente acontecerá com o Santo Padre e os arcebispos que receberão o pálio paramentados de amito, alva, cíngulo, estola e casula da cor litúrgica do dia ou da missa que se celebra.
O pálio, confeccionado a partir da lã de duas ovelhas, consiste em duas tiras de lã ornadas de seis cruzes tecidas em negro. O Arcebispo o usa sobre os ombros, tendo uma tira pendente no peito e outra nas costas. O Arcebispo pode usar o pálio em todas as celebrações em que preside ou concelebra em sua Arquidiocese ou nas suas dioceses sufragâneas.
Esta insígnia também quer indicar a comunhão do Arcebispo com o Sumo Pontífice e com a Sé de Pedro. Por isso, após a confecção do pálio, este é depositado junto ao túmulo de São Pedro e permanece lá até a Missa onde será abençoado e entregue ao Arcebispo.
Para cada Arquidiocese em que o Arcebispo tomar posse, receberá um novo pálio.
Ritos Iniciais
Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.
Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.
Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti.
℟.: Amen.
Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: Dominus Vobiscum.
℟.: Et cum Spiritu tuo.
Apresentação dos Metropolitas
Em seguida, o Cardeal Proto-Diácono, sem mitra, apresenta ao Papa os Arcebispos que devem receber o pálio com estas palavras:
℣.: Beatissime Pater, Reverendi Patres Archiepiscopi hic praesentes, cum fideli et oboedienti reverentia ante Sanctitatem Vestram et Sedem Apostolicam, humiliter petunt ut Sanctitas Tua eis pallium, ex Confessione Beati Petri sumptum, concedat, quasi signum auctoritatis qua Metropolitani, in communione cum Ecclesia Romana, in suis propriis circumscriptionibus ornati sunt. Ceteri Patres Archiepiscopi nuper ad Ecclesias Metropolitanas promoti, qui hodie Romam venire non potuerunt, humiliter petunt ut pallium, nomine et loco Sanctitatis Vestrae, a Pontificio legato, singuli in sua Ecclesia Metropolitana, accipere possint.
Fórmula de Juramento de Fidelidade
Os Arcebispos proferem então, em pé, sua fórmula de juramento:
℣.: Ego, N., Archiepiscopus N., Fidelis et oboediens semper ero Beato Apostolo Petro, Sanctae et Apostolicae Ecclesiae Romanae, tibi, Summo Pontifici, et legitimis successoribus tuis. Ita me adiuvet Deus omnipotens.
Benção dos Pálios
Segue-se a bênção dos pálios. O Santo Padre, sem mitra e em pé, de braços abertos, tendo os pálios diante de si, diz:
Pres.: Deus, Pastor aeterne animarum, qui per Filium tuum Iesum Christum, nomine "ovibus gregis", ad te vocasti quos gubernationi tuae committere voluisti, sub imagine boni pastoris, beati Petri et successorum eius, per ministerium nostrum gratiam benedictionis tuae in haec pallia, ad repraesentandam realitatem curae pastoralis electa, effunde. Accipe benigne preces quas tibi humiliter dirigimus, et concede, per merita et intercessionem Apostolorum, ut qui, dono tuo, haec pallia probant, se ipsos pastores gregis tui agnoscant et in vita sua realitatem in nomine significatam transferant. Suscipiant iugum evangelicum humeris suis impositum, et sit eis sic leve et dulce alios in via mandatorum tuorum praecedere exemplo fidelitatis perseverantis, donec mereantur introduci in aeternum Pascha regni tui. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
Se a imposição dos pálios ocorrer nas arquidioceses, inicia-se, neste momento, a celebração da Missa, omitindo o que segue.
Imposição do Pálio
Abençoados os pálios, o Santo Padre recebe a mitra e recita de uma vez a fórmula de imposição:
Pres.: Ad gloriam Dei omnipotentis et laudem Beatissimae Virginis Mariae et Beatorum Apostolorum Petri et Pauli, ad honorem Sedum tibi commissarum, in signum potestatis metropolitanorum, pallium ex Confessione Beati Petri sumptum vobis damus, intra fines provinciae vestrae ecclesiasticae utendum. Sit vobis hoc pallium symbolum unitatis et signum communionis cum Sede Apostolica; sit vinculum caritatis et incitamentum fortitudinis, ut in die adventus et revelationis magni Dei et principis pastorum, Iesu Christi, cum grege tibi commisso, vestem immortalitatis et gloriae consequamini. In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti.
℟.: Amen.
Em seguida, cada Arcebispo aproxima-se do Papa, recebe dele o pálio e é saudado com o abraço da paz.
Pres.: Pax vobiscum sit.
℣.: Et cum Spiritu tuo.
11. Por último, o Prefeito da Congregação para os Bispos recebe do Santo Padre os pálios destinados aos Metropolitas ausentes.
Canto de Imposição:
ITE IN UNIVERSUM MUNDUM,
ET PRÆDICATE EVANGELIUM OMNI CREATURÆ.
QUI CREDIDERIT ET BAPTIZATUS FUERIT, SALVUS ERIT.
ET PRÆDICATE EVANGELIUM OMNI CREATURÆ.
QUI CREDIDERIT ET BAPTIZATUS FUERIT, SALVUS ERIT.
Segue-se com o rito normalmente da missa.