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Decreto de Regulamentação e Requerimento | Dicastério para o Clero

 

Prot. N.º 204/2026

DECRETO DE REGULAMENTAÇÃO E REQUERIMENTO

Aos que a este lerem, graça e paz da parte de
Deus, o Pai, e de Jesus, nosso Senhor.

Em nome da autoridade eclesiástica legitimamente constituída, para o bom governo desta Igreja Particular, para a reta disciplina do clero, para a preservação da obediência devida às autoridades competentes, para evitar abusos, admissões ilícitas, transferências irregulares e desordens administrativas que atentem contra a comunhão eclesial e a dignidade do estado clerical, e considerando a necessidade de assegurar que toda decisão referente à entrada, permanência ou saída de clérigos em Ordens, Congregações, Institutos Religiosos ou Sociedades de Vida Apostólica seja realizada com prudência, discernimento, responsabilidade canônica e plena ciência da autoridade competente, decretamos o presente ato normativo, o qual deverá ser observado integralmente por todos os clérigos, seminaristas, diáconos e demais membros sujeitos à jurisdição deste Ordinariado.

Art. 1º Fica estabelecido, a partir da data de publicação deste Decreto, que todo clérigo, diácono, seminarista que deseje ingressar em qualquer Ordem Religiosa, Congregação, Instituto Religioso ou Sociedade de Vida Apostólica, independentemente de seu rito, espiritualidade ou natureza jurídica, deverá obrigatoriamente apresentar solicitação formal e escrita ao Ordinário Local, requerendo autorização expressa para tal ingresso.

Art. 2º Nenhum clérigo poderá iniciar noviciado, postulantado, experiência comunitária, formação religiosa ou qualquer etapa preparatória de ingresso sem prévia ciência e autorização do Ordinário próprio, competindo exclusivamente a esta autoridade conceder ou negar tal permissão, segundo o bem da Igreja, a disciplina eclesiástica e a conveniência pastoral.

Art. 3º Recorda-se, para plena observância da disciplina canônica, o que determina o Código de Direito Canônico:

“Cân. 643 §1, 4°: É inválida a admissão ao noviciado de um clérigo sem consultar o seu ordinário próprio.”

Sendo assim, qualquer admissão realizada sem consulta ou autorização da autoridade competente será considerada irregular, podendo ser declarada inválida nos termos do Direito Canônico.

Art. 4º O Ordinário Local reserva para si o pleno direito de deferir ou indeferir pedidos de ingresso em institutos religiosos, levando em consideração a idoneidade do clérigo, sua situação canônica, necessidades pastorais da Diocese, testemunho moral, histórico disciplinar e demais critérios julgados necessários para o bem da Santa Igreja.

Art. 5º Todo clérigo que desejar excardinar-se desta Diocese deverá apresentar a este Dicastério competente um Rescripto formal, redigido por escrito e devidamente assinado, expondo claramente os motivos do pedido e solicitando autorização para a excardinação.

Art. 6º A presente Congregação ou autoridade competente poderá aceitar ou negar o pedido de excardinação, conforme julgar oportuno e conveniente ao bem eclesial, observando-se integralmente o disposto no:

Cân. 693: O Padre Diocesao que fez votos perpétuos numa ordem precisa de rescripto do Dicastério para o Clero pra ser excardinado da Diocese.”

E demais normas aplicáveis ao estado clerical e à transferência legítima de vínculo canônico.

Art. 7º Para a saída de Instituto Religioso, Ordem ou Congregação, deverá igualmente ser apresentado Rescripto formal, conforme prevê o Direito Canônico:

Cân. 686 §1: Religioso de votos perpétuos que quer sair do instituto - rescripto de indulto de saída.”

Devendo todo procedimento ocorrer em plena conformidade com as normas eclesiásticas e mediante autorização legítima da autoridade competente.

E para que não haja alegação de ignorância, desobediência ou desconhecimento das determinações aqui promulgadas, ordenamos que o presente Decreto seja publicado, lido e comunicado a todos os membros do clero, seminaristas, diáconos e demais autoridades eclesiásticas subordinadas a este Ordinariado, entrando em vigor imediatamente na data de sua publicação, permanecendo válido até ulterior disposição, revogando-se quaisquer costumes, práticas ou determinações contrárias, pois a disciplina da Igreja deve ser guardada com zelo, fidelidade e obediência, a fim de que reine entre nós a ordem, a unidade, o respeito às autoridades legítimas e a plena observância do Direito Canônico para maior glória de Deus e santificação do Seu povo.

En español:

DECRETO DE REGULACIÓN Y REQUERIMIENTO

A todos los que lean el presente, gracia y paz de parte de Dios Padre y de Jesucristo, nuestro Señor.

En nombre de la autoridad eclesiástica legítimamente constituida, para el buen gobierno de esta Iglesia Particular, para la recta disciplina del clero, para la preservación de la obediencia debida a las autoridades competentes, para evitar abusos, admisiones ilícitas, transferencias irregulares y desórdenes administrativos que atenten contra la comunión eclesial y la dignidad del estado clerical, y considerando la necesidad de asegurar que toda decisión referente al ingreso, permanencia o salida de clérigos en Órdenes, Congregaciones, Institutos Religiosos o Sociedades de Vida Apostólica sea realizada con prudencia, discernimiento, responsabilidad canónica y pleno conocimiento de la autoridad competente, decretamos el presente acto normativo, el cual deberá ser observado íntegramente por todos los clérigos, seminaristas, diáconos y demás miembros sujetos a la jurisdicción de este Ordinariato.

Art. 1º Queda establecido, a partir de la fecha de publicación de este Decreto, que todo clérigo, diácono o seminarista que desee ingresar en cualquier Orden Religiosa, Congregación, Instituto Religioso o Sociedad de Vida Apostólica, independientemente de su rito, espiritualidad o naturaleza jurídica, deberá obligatoriamente presentar solicitud formal y escrita al Ordinario Local, requiriendo autorización expresa para dicho ingreso.

Art. 2º Ningún clérigo podrá iniciar noviciado, postulantado, experiencia comunitaria, formación religiosa o cualquier etapa preparatoria de ingreso sin previo conocimiento y autorización de su Ordinario propio, correspondiendo exclusivamente a esta autoridad conceder o negar dicho permiso, según el bien de la Iglesia, la disciplina eclesiástica y la conveniencia pastoral.

Art. 3º Se recuerda, para plena observancia de la disciplina canónica, lo que determina el Código de Derecho Canónico:

“Can. 643 §1, 4°: Es inválida la admisión al noviciado de un clérigo sin consultar a su Ordinario propio.”

Por lo tanto, cualquier admisión realizada sin consulta o autorización de la autoridad competente será considerada irregular, pudiendo ser declarada inválida conforme al Derecho Canónico.

Art. 4º El Ordinario Local se reserva el pleno derecho de conceder o denegar solicitudes de ingreso en institutos religiosos, teniendo en consideración la idoneidad del clérigo, su situación canónica, las necesidades pastorales de la Diócesis, el testimonio moral, el historial disciplinario y demás criterios considerados necesarios para el bien de la Santa Iglesia.

Art. 5º Todo clérigo que desee excardinarse de esta Diócesis deberá presentar ante este Dicasterio competente un Rescripto formal, redactado por escrito y debidamente firmado, exponiendo claramente los motivos de la solicitud y requiriendo autorización para la excardinación.

Art. 6º La presente Congregación o autoridad competente podrá aceptar o rechazar la solicitud de excardinación, según juzgue oportuno y conveniente para el bien eclesial, observándose íntegramente lo dispuesto en:

“Can. 693: El sacerdote diocesano que ha emitido votos perpetuos en una orden necesita rescripto del Dicasterio para el Clero para ser excardinado de la Diócesis.”

Y demás normas aplicables al estado clerical y a la transferencia legítima del vínculo canónico.

Art. 7º Para la salida de un Instituto Religioso, Orden o Congregación, deberá igualmente presentarse Rescripto formal, conforme prevé el Derecho Canónico:

Can. 686 §1: El religioso de votos perpetuos que desea salir del instituto necesita rescripto de indulto de salida.”

Debiendo todo procedimiento realizarse en plena conformidad con las normas eclesiásticas y mediante autorización legítima de la autoridad competente.

Y para que no haya alegación de ignorancia, desobediencia o desconocimiento de las determinaciones aquí promulgadas, ordenamos que el presente Decreto sea publicado, leído y comunicado a todos los miembros del clero, seminaristas, diáconos y demás autoridades eclesiásticas subordinadas a este Ordinariato, entrando en vigor inmediatamente en la fecha de su publicación y permaneciendo válido hasta ulterior disposición, revocándose cualesquiera costumbres, prácticas o determinaciones contrarias, pues la disciplina de la Iglesia debe ser guardada con celo, fidelidad y obediencia, a fin de que reine entre nosotros el orden, la unidad, el respeto a las autoridades legítimas y la plena observancia del Derecho Canónico para mayor gloria de Dios y santificación de Su pueblo.

Dado na Sede dos Escritórios do Dicastério para o Clero, ao 15 dia do mês de Maio de 2026.


Edgard Costa CARDEAL BERGOGLIO
Praefectus

Mons. José Lucas
Secretarius

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