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Rito | Deposição do Corpo do Papa Pio II no Caixão


 RITO 
DEPOSIÇÃO DO CORPO DO PONTÍFICE ROMANO PIO II NO CAIXÃO
PRESIDIDO POR DOM ANDRÉS ANTÔNIO CARDEAL GARCIA  

Basílica Vaticana|14.07.2026


Antes da missa fúnebre, o corpo do falecido Pontífice é colocado em um baú de madeira de cipreste. É encerrado na presença do Cardeal Camerlengo, dos Cardeais Chefes da Ordem, do Cardeal Arcipreste da Basílica Vaticana, do Cardeal Secretário de Estado, do Cardeal Vigário para a Diocese de Roma, do Substituto da Secretaria de Estado, o Prefeito da Casa Pontifícia, o Esmoler do Sumo Pontífice, o Vice Camerlengo, uma representação dos Cônegos da Basílica de São Pedro, o Secretário do Sumo Pontífice, vestido de coro, e os familiares do falecido.

O Cardeal Camerlengo introduz o rito de fechar o caixão com estas palavras: 

Pres: Queridos irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos para realizar alguns atos de misericórdia humana, antes da missa fúnebre do Romano Pontífice Pio. Depois de colocar o seu corpo mortal no caixão, leremos a escritura, que recorda a vida e as obras mais importantes do defunto Pontífice, pelas quais damos graças a Deus. Cobriremos o seu rosto com respeito e veneração, na viva esperança de que possa contemplar o rosto do Pai, juntamente com a Bem-aventurada Virgem Maria e todos os santos.

O Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice lê o rógito, cujas cópias serão assinadas pelos presentes. 


OBITVS, DEPOSITIO ET TVMULATIO 
PIUS PP II, SANCTAE MEMORIAE

Na esperança da Ressurreição e confiantes na misericórdia de Deus, na madrugada do dia 9 de julho do Ano do Senhor de 2026, às 01h04, ao iniciar-se a sexta-feira da XV Semana do Tempo Comum, o Santo Padre, Papa Pio II, concluiu a sua peregrinação terrena e foi chamado à Casa do Pai.

O 12.º Sucessor de São Pedro, cuja vida foi inteiramente dedicada ao serviço de Cristo e de sua Igreja, deixa um legado de fé, zelo pastoral e amor ao povo de Deus. Sua memória permanecerá viva no coração dos fiéis e na história da Igreja.

Luiz Cláudio Bragança, eleito Romano Pontífice em 7 de julho de 2025, nasceu na cidade de São Paulo, em 22 de maio de 1942, recebendo o Santo Batismo em 30 de julho de 1943.

Recebeu a Primeira Eucaristia aos dez anos de idade e, aos dezesseis, o sacramento da Confirmação. Atendendo ao chamado do Senhor, ingressou no Seminário São José aos dezesseis anos e foi ordenado sacerdote em 9 de agosto de 2024.

Foi nomeado Bispo Prelado da Prelazia de São João del-Rei em 5 de novembro de 2024, exercendo seu ministério com dedicação. Anteriormente, havia sido criado Cardeal da Santa Igreja Romana, sendo chamado a colaborar mais diretamente com o Sucessor de Pedro.

Reunido o Conclave, foi eleito Papa em 7 de julho de 2025, escolhendo o nome de Pio II. Dias depois, iniciou solenemente o seu ministério petrino, confiando toda a sua missão à proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria.

Seu pontificado distinguiu-se pelo fortalecimento da vida eclesial, pela organização das circunscrições eclesiásticas e pela renovação dos organismos da Cúria Romana, contribuindo significativamente para a missão evangelizadora da Igreja.

Durante o seu governo foram criados nove Cardeais e nomeados nove Bispos, além da promulgação de importantes Constituições Apostólicas, Bulas e Cartas Apostólicas. Entre seus atos mais marcantes destacam-se a criação da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, do Patriarcado Latino de Jerusalém e do Patriarcado de Lisboa.

Também convocou o Jubileu dos 5 anos da Comunidade, por meio da Carta Apostólica Unus Dominus, una fides, unum baptisma, tendo como lema "Ide e Anunciai", conclamando toda a Igreja a renovar o ardor missionário. Presidiu a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro em 12 de janeiro de 2026, dando início às celebrações jubilares.

Ao longo do pontificado, realizou diversas visitas apostólicas ao Brasil, Portugal e Jerusalém, confirmando os fiéis na fé e fortalecendo a comunhão entre as Igrejas particulares.

Como "sacerdos magnus", distinguiu-se pelo profundo amor à Sagrada Liturgia, pela centralidade da Eucaristia, pela promoção da Adoração ao Santíssimo Sacramento e pela constante devoção ao Santo Rosário, conduzindo o povo de Deus a uma vida intensa de oração.

Seu magistério caracterizou-se pela firme defesa da fé católica, da tradição da Igreja e da sã doutrina, oferecendo aos fiéis ensinamentos de grande riqueza espiritual, moral e teológica.

O Papa Pio II deixa à Igreja o testemunho de um pastor fiel, de um pai dedicado e de um homem profundamente unido a Cristo.

As testemunhas das celebrações e da inumação.

CORPUS 
PIUS P.M. 
VIIXIT ANNOS LXXXIV, MENSES II ET ECCLESIAE UNIVERSALI PRAEFUIT ANNOS, ANNUM I, DIES IV

O Cardeal Camerlengo convida os presentes à oração dizendo:

Pres:  Oremos.

E todos rezam algum tempo em silêncio. Então o Cardeal Camerlengo continua:
Pres:  Deus onipotente e eterno, Senhor da vida e da morte, esperamos e cremos que a vida do Santo Padre Pio agora está escondida em ti. Que seu rosto, que perdeu a luz deste mundo, seja iluminado para sempre pela verdadeira luz que tem em ti a fonte inesgotável. Seu rosto, que buscou seus caminhos para mostrá-los à Igreja, agora vê seu rosto paterno. O seu rosto, que se afasta da nossa vista, contempla a tua beleza e recomenda-te o seu rebanho, Pastor eterno, que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Ass: Amém

O Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e o Secretário do Sumo Pontífice estenderam o véu de seda branca sobre o rosto do defunt0. Em seguida, o Cardeal Camerlengo asperge seu corpo com água benta.


O Mestre coloca no caixão o saco com as medalhas cunhadas durante o Pontificado do Pontífice defunto e o tubo com o rógito, depois de o ter selado com o selo do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.

Enquanto o caixão está sendo fechado, o Salmo 41 (42) é cantado.

SALMO 41 (42), 2-6 

Sicut cervus desiderat fontes aquarum, ita anima mea desiderat te, Deum meum. Sitivit anima mea Deum vivum: Quando ibo et occurram Deo? Lacrimae meae mihi cibus sunt die ac nocte. 

Pres: Glória ao Pai, ao filho e ao Espírito Santo.
Ass: Como era no princípio agora e sempre, Amém.

O Cardeal então encerra o rito:

Pres: Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.
Ass: Que a luz perpétua o ilumine.

Pres: A sua alma e as almas de todos os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. 

Ass: Amém.

Todos se retiram em silêncio.

SUMOS PONTÍFICES