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Motu Proprio Fidei Custodes

 MOTU PROPRIO

Fidei Custodes

SOBRE A CONDENAÇÃO DO MODERNISMO E DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

IOANNES PAULUS, EPISCOPUS
SERVVS SERVORVM DEI

AD PERPETVAM REI MEMORIAM

Aos Bispos, Presbíteros, Diáconos, Religiosos e Fiéis Leigos da Santa Igreja de Deus.

A Igreja de Cristo, coluna e fundamento da verdade (cf. 1Tm 3,15), recebeu do Senhor a missão de guardar e transmitir fielmente a doutrina imutável do Evangelho, sem contaminações ou desvios. No entanto, em tempos recentes, manifestam-se erros que procuram minar a Tradição Sagrada e a integridade da fé católica, obscurecendo a reta doutrina e pervertendo o sentido autêntico do culto divino e da vida cristã.

Entre esses erros destacam-se o modernismo estrutural nas igrejas e templos, que desfigura a sacralidade dos espaços litúrgicos, afastando-se das tradições arquitetônicas e artísticas que sempre foram expressão visível da transcendência divina. Tal modernismo, caracterizado pela negação do sentido do sagrado e pela destruição dos signos tradicionais da fé, deve ser firmemente rechaçado. Nossos templos devem refletir a glória e a majestade de Deus, e não serem reduzidos a espaços profanos desprovidos de beleza e reverência.

Além disso, denunciamos o modernismo espiritual, que corrompe a reta doutrina e conduz os fiéis à confusão e ao erro. Esse modernismo manifesta-se na relativização dos dogmas, na rejeição da Tradição Apostólica e na tentativa de adaptar a fé às ideologias passageiras do mundo. Em especial, condenamos a Teologia da Libertação, que subverte a doutrina católica ao interpretar a mensagem do Evangelho à luz de ideologias materialistas e revolucionárias, colocando a luta de classes acima da busca pela santidade e pela conversão dos corações.

Diante disso, declaramos e decretamos que:

  1. Toda e qualquer tentativa de deformar a arquitetura sacra com princípios modernistas deve cessar imediatamente, devendo os pastores da Igreja empenhar-se na preservação e promoção da arte sacra tradicional.

  2. Todo clérigo ou leigo que incentivar, promover ou praticar atos aderentes à Teologia da Libertação incorre automaticamente na pena de excomunhão latae sententiae, ficando proibido de receber os sacramentos e exercer qualquer ministério na Igreja.

  3. Os Bispos e Superiores religiosos têm o grave dever de vigiar para que tais erros não se propaguem em suas jurisdições, sendo responsáveis por garantir a ortodoxia da pregação e da formação dos fiéis.

A verdade da fé não pode ser negociada nem deformada por tendências efêmeras. Permanecemos fiéis ao ensinamento perene da Igreja, confiando na intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, que esmagará todas as heresias sob seus pés.

Dado em Roma, na Basílica de São Pedro, no dia dezessete do mês de março do ano jubilar de 2025, primeiro de Nosso Pontificado.

✠ IOANNES PAULUS PP. III
PONTIFEX MAXIMUS

SUMOS PONTÍFICES