Desde os tempos apostólicos, o cuidado com a Igreja de Roma — Mãe e Mestra de todas as Igrejas — tem sido dever altíssimo e sagrado para aquele a quem o Senhor constituiu como Sucessor do Bem-Aventurado Pedro. Por isso mesmo, cabe ao Romano Pontífice dispor, segundo a reta razão e com auxílio da Divina Providência, dos pastores e ministros que, com sabedoria, prudência e fidelidade, ajudem a governar esta porção eminente do Povo de Deus.
O Ofício de Vigário-Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, honroso e gravíssimo, exige de seu titular pureza de vida, firmeza na doutrina, humildade pastoral e um profundo senso de comunhão com o Romano Pontífice, cuja autoridade ali representa.
Voltamo-Nos, portanto, a ti, Dileto Filho, cuja vida de serviço à Santa Igreja tem sido marcada pela retidão, pela clareza de fé e pela diplomacia evangélica. Em tua missão como Núncio Apostólico no Brasil, revelaste admirável zelo pela unidade da Igreja, reta intenção no agir e dedicação incansável à missão apostólica confiada à Sé Romana.
Após consultar o Colégio Cardinalício e invocar os dons do Espírito Santo, pela presente Carta Apostólica, NOMEAMOS-TE e CONSTITUÍMOS-TE Vigário-Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, com todas as responsabilidades, faculdades e honras a tal ofício ligadas, segundo as prescrições do Direito Canônico e da tradição romana.
Confiamos-te o governo ordinário da Diocese de Roma, para que, em Nosso nome, confirmes os irmãos na fé, guardes a unidade da Igreja, administres com justiça e misericórdia os assuntos eclesiais e sejas sinal visível da solicitude pastoral do Sucessor de Pedro junto ao povo romano.
Ordenamos que, segundo os costumes da Cúria Romana, tomes posse do ofício em tempo oportuno, e que com espírito de oração e retidão de consciência sirvas à Sé Apostólica com fidelidade absoluta, humildade sincera e firmeza de coração.
Invocamos sobre teu ministério a proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Salus Populi Romani, dos Santos Pedro e Paulo, pilares da Igreja, e de São Filipe Néri, apóstolo da cidade de Roma.
Dado em Roma, junto do túmulo do Príncipe dos Apóstolos, sob o Selo do Pescador, no dia 10 do mês de julho, do Ano do Senhor de dois mil e vinte e cinco, no primeiro ano de nosso pontificado.
Pontifex Maximus
