À posteridade e ao mundo cristão anunciamos, com júbilo e reverência, um ato de reconciliação, reparação e renovação eclesial, movido pelo Espírito do Senhor e pelo clamor dos justos.
1. Sobre a extinção da Ordem dos Frades Menores
No decurso dos séculos, por motivos de ordem eclesial, disciplinar e política, o glorioso Instituto dos Frades Menores, fundado sob inspiração divina por São Francisco de Assis, conheceu o peso da disciplina severa. Nosso Predecessor Clemente V, considerando o contexto de sua época, decretou a supressão e dissolução daquela Ordem, cujas finalidades e carismas não haviam, contudo, se apagado no coração da Igreja.
Não ignoramos que, mesmo nos tempos da suspensão canônica, muitos fiéis, inspirados pelo espírito do Pobrezinho de Assis, continuaram a viver a humildade, a pobreza e a paz segundo o Evangelho, em fidelidade não formal, mas profundamente espiritual, à vocação franciscana.
2. Sobre a reabertura da Ordem
Agora, passado o tempo de provas, e diante da renovada necessidade da Igreja por testemunhos vivos de simplicidade evangélica, paz e amor à criação, declaramos solenemente a REABERTURA da ORDEM DOS FRADES MENORES (OFM), restaurando-lhe o estatuto canônico, a dignidade religiosa e os privilégios espirituais anteriormente concedidos pelos Sumos Pontífices.
A presente reabertura é feita com base na autoridade que Nos é conferida como Sucessor de Pedro, Pastor universal e servo da unidade. Determinamos que a Ordem retome sua estrutura tradicional, conforme os preceitos da Regra de São Francisco, aprovada e confirmada pela Igreja, em harmonia com as normas do sagrado Direito Canônico e sob vigilância do Ordinário da Sé Apostólica.
3. Sobre a nomeação do Superior Geral
E para que esta restauração se realize com ordem, espírito eclesial e fidelidade à missão franciscana, voltamos Nosso olhar e Nosso coração ao Reverendo Padre Emanuel Castro, homem de oração, de vida austera, de sólida doutrina e grande zelo apostólico. Por suas virtudes, experiência e adesão à Sé Romana, julgamo-lo digno de assumir este encargo de edificação.
Assim, NÓS O NOMEAMOS, por esta Carta Apostólica, SUPERIOR GERAL DA ORDEM DOS FRADES MENORES, conferindo-lhe, com a bênção de São Francisco, a missão de reorganizar as casas religiosas, formar os noviços na vida regular, restaurar os votos e conduzir com prudência os irmãos segundo o espírito da Regra.
4. Exortação e bênção final
Convidamos todos os fiéis e pastores da Igreja a acolher com benevolência os Frades Menores restaurados, a sustentá-los em oração, e a colaborar para que floresça, na vinha do Senhor, o carisma franciscano, que tanto bem já produziu à Cristandade.
Invocamos sobre a Ordem restaurada, sobre seu novo Superior Geral, e sobre todos os que se associam a esta obra, as bênçãos abundantes do Céu, por intercessão da Imaculada Virgem Maria, Rainha dos Frades Menores, de São Francisco e de todos os Santos da Família Seráfica.
Dado em Roma, junto do túmulo do Bem-Aventurado Pedro, sob o Selo do Pescador, aos 10 dia do mês de julho, do Ano do Senhor de dois mil e vinte e cinco, no primeiro de nosso pontificado.
Pontifex Maximus
