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Fidelitas Communitati


Atualmente vemos uma doença se espalhando pelo mundo, uma doença muito perigosa chamada "individualismo"; mas essa doença é ainda mais grave quando adentra na vocação religiosa.

A vida religiosa não nasceu para formar grupos de hábitos e siglas na frente dos nomes.
O hábito é sagrado e a sigla é honrosa, mas nenhum dos dois sustenta a comunidade.

Ser religioso é matar o "eu" para viver o "nós".
O individualismo religioso é um veneno silencioso, o irmão busca crescer na fé de forma privada e foge da vida comunitária, e isso não é vida religiosa, isso é uma contradição.

A comunidade não é um detalhe acidental nas regras, ela é o próprio lugar de santificação. É ali no convívio e na fraternidade concreta que surge a perfeição da vocação á consagrada.

Por isso exorto com firmeza: retornar a oração em comum.
Que se restaure com zelo, fidelidade e amor.

Assim decreto a todos irmãos religiosos.
Recitação comunitária da liturgia das horas ao menos uma vez por semana, e o santo Rosário todo final de semana (seja de sábado ou de domingo).
O façam não como obrigação banal, mas como ato vivo da vida consagrada. Que os religiosos se reúnam também para atos de desagravo, súplicas e reparação pelos danos cometidos a Santa igreja sempre que possível, unindo seus corações diante de Deus.

Dom Gonçales Cardeal Bessette, Ocist.
Prefeito do dicasterio para os institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica.

SUMOS PONTÍFICES